sábado, 27 de março de 2021

Nycolle- 1 ano e 5 meses

Esta simpática e sorridente bebê é a Nycolle. Ela tem 1 ano e 5 meses,  seus pais são deficientes visuais. A Nycolle porém, não nasceu com o impedimento visual.

Sua mãe, Alaine Marques é cega, porém, a ausência da visão nunca a impediu de ir em busca dos seus sonhos  de construir uma família, ser mãe, correndo sempre atrás dos seus ideais,  sem perder a fé em Deus.  Alaine é natural do Rio de Janeiro, é atleta de Goalball, e já garantiu passagem na seleção brasileira. É estudante de Serviço Social.  Atualmente, mudou-se com sua família para São Paulo em busca de melhores condições no esporte como oportunidade de participar de mais campeonatos,  patrocínio, etc. 

Bruno Fernando é  o pai da Nycolle, marido, companheiro e incentivador de Alaine a nunca desistir dos seus objetivos. Bruno tem baixa visão. 

Histórias como esta nos ensinam que,  apesar de todas as dificuldades encontradas no caminho, podemos realizar os nossos sonhos e que podemos sim, ter uma linda história para contar!

Não há nenhum impedimento de que pessoas com deficiência visual possam gerar filhos e criá-los mesmo em um mundo completamente visual, crianças como a Nycolle crescerão sabendo que é possível  conviver com as diferenças. 

E você, gostou de conhecer a Nycolle e saber de sua trajetória familiar?  Gostaria de ter sua história ou de alguém que você ama e admira aqui no blog? Caso queira, deixe registrado aqui nos comentários que faremos contato. 


Nycolle- 1 ano e 5 meses

Audiodescrição: Fotografia da bebê Nicole no colo de sua mãe. Nicole é vista de corpo inteiro. Ela tem a pele branca, cabelos castanhos escuros, suas sobrancelhas são grossas, tem os olhos castanhos escuros e seu nariz é grosso. A bebê está de boca aberta e sorri expressivamente. Ela usa vestido branco com vermelho da personagem da Disney-  Minnie. Está com as duas mãos fechadas, a mão direita está apoiada no colo de sua mãe. Ela usa fralda por debaixo do vestido. Suas coxas são grossas. Fim da Audiodescrição. 


Audiodescrição: Aline Ribeiro

Consultoria: Natacha Ruback




segunda-feira, 22 de março de 2021

21 de março- Dia Internacional da Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma modificação genética causada por uma alteração na divisão celular no momento da concepção. Pessoas com a Síndrome em vez de possuírem um par no cromossomo 21, possuem três exemplares (o que é chamado de trissomia 21). Sendo assim, totalizam 47 cromossomos e não 46.

A Síndrome de Down não é uma doença, portanto não impede a aprendizagem e muito menos que crianças, adolescentes e adultos, desenvolvam suas habilidades físicas, intelectuais e artísticas.

Esta é a Julya Coelho, ela mora no município de Niterói- RJ, é vascaína e atualmente está com 24 anos.

Assim como qualquer criança e adolescente, frequentou a escola regular, mas sua escola favorita é a de samba, Unidos do Viradouro, pela qual já desfila há alguns anos e ano passado fez parte do sucesso da campeã do grupo especial do Rio de Janeiro.

Julya é a pessoa pacificadora do seu grupo de amigos, centrada, calma e ao mesmo tempo sempre animada. Ela não só tem muitos amigos, como tem um considerado o melhor, que é o seu namorado. Com quem passeia, assiste programas favoritos e aproveitam a vida da melhor forma possível.
Podemos dizer que a Julya não anda e sim, desfila, além de ser uma excelente dançarina. Ela não só memoriza bem os passos, mas expressa toda a sua alegria através da sua dança.

Baseando- se na história da Julya e de tantas outras histórias inspiradoras sobre o fato de se uma pessoas com Síndrome de Down pode levar uma vida normal, a resposta é sim e não. Sim, poderão ter uma vida normal. Mas não, porque poderão ter uma vida fantástica e realizar tantas outras coisas que pessoas que não tem deficiência, não realizaram.


Julya Coelho- Unidos do Viradouro

Audiodescrição: Fotografia em que aparecem pessoas ao fundo. Na foto, percebem-se duas passistas de perfil, uma veste roupa branca e a outra, roupa vermelha. Em destaque está Julya. Ela é vista da cabeça até cintura. Tem a pele branca, é magra, está de perfil na foto. Usa boné da Escola de Samba, Unidos do Viradouro, nas cores vermelha e branca. Tem cabelos castanhos escuros, lisos, na altura dos ombros. Suas orelhas pequenas, suas sobrancelhas arqueadas, tem olhos castanhos, amendoados, nariz pequeno e achatado, seus lábios são finos. Julya está com o olhar direcionado para a sua frente e está sorrindo. Usa camisa da escola de samba Unidos do Viradouro nas cores vermelha e branca. Está com a mão esquerda levemente levantada, até a altura da cintura, com as unhas pintadas de vermelho. A mão direita está abaixada. Ela usa short jeans escuro. Fim da Audiodescrição. Audiodescrição: Aline Ribeiro Consultoria: Natacha Ruback


quinta-feira, 11 de março de 2021

Encarando a vida corajosamente com Natacha Ruback

Olá, empoderadas! 

Eu Natacha Ruback, uma das idealizadoras do blog,  vim contar mais um pouquinho da minha história para que possa servir de estímulo e incentivo, sobretudo no mês de março que também é considerado o mês da mulher. 

Tenho formação em Direito e estou graduando em Letras - Português/Literaturas na Universidade Veiga de Almeida, na modalidade EAD. Ainda tenho algumas dificuldades no que se refere ao ensino devido a falta de inclusão, acredito que as instituições  de ensino ainda não estejam preparadas para receber alunos com deficiência.  

Uma das minhas paixões é o esporte, amo correr e sou apaixonada por  uma modalidade de esporte chamada goalball, que é um esporte desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.

Sonho com um mundo mais justo,   com mais possibilidades para as mulheres. Pretendo um dia ministrar aulas para a Educação Especial. Atualmente sou agente educadora na Escola Municipal Vital Brasil, no Rio de Janeiro. 

Sinto a necessidade de ser agente de mudança no meio educacional. Sou pessoa com deficiência visual e percebo que a inclusão não existe de fato. Precisamos ter mais pessoas com deficiência para falar de nossas reais necessidades.

Sou sonhadora, vivo sorrindo, cantarolando, sou otimista, tenho uma fé bem grande no meu Deus e espero ter um filho para amá-lo e educá-lo a minha maneira.

Lygia Fagundes Telles escreveu uma frase que me resume: “Já que é preciso aceitar a vida, que seja então corajosamente”. Sei que tenho limitações, sei que o mundo é visual, mas sei também que tenho que encarar tudo isso de frente.

Minha fotografia na sala de estar 


Audiodescrição: Fotografia de uma sala de estar. A frente de uma janela, Natacha é vista de corpo inteiro. Ela tem a pele branca, é magra, cabelos loiros, compridos e lisos. Tem as sobrancelhas arqueadas e esboça um leve sorriso. Ela usa um vestido preto, acima do joelho, com alça e recorte nas mangas. Ela está de sandália de dedo de cor nude.  Ao seu lado direito, tem uma estande com livros e um vaso  de planta. Natacha  toca levemente com a mão direita uma rede branca. Fim da Audiodescrição.


Audiodescrição: Aline Ribeiro
Consultoria: Natacha Ruback
https://www.facebook.com/natacha.ruback