Olá, empoderadas!
Eu Natacha Ruback, uma das idealizadoras do blog, vim contar mais um pouquinho da minha história para que possa servir de estímulo e incentivo, sobretudo no mês de março que também é considerado o mês da mulher.
Tenho formação em Direito e estou graduando em Letras - Português/Literaturas na Universidade Veiga de Almeida, na modalidade EAD. Ainda tenho algumas dificuldades no que se refere ao ensino devido a falta de inclusão, acredito que as instituições de ensino ainda não estejam preparadas para receber alunos com deficiência.
Uma das minhas paixões é o esporte, amo correr e sou apaixonada por uma modalidade de esporte chamada goalball, que é um esporte desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.
Sonho com um mundo mais justo, com mais possibilidades para as mulheres. Pretendo um dia ministrar aulas para a Educação Especial. Atualmente sou agente educadora na Escola Municipal Vital Brasil, no Rio de Janeiro.
Sinto a necessidade de ser agente de mudança no meio educacional. Sou pessoa com deficiência visual e percebo que a inclusão não existe de fato. Precisamos ter mais pessoas com deficiência para falar de nossas reais necessidades.
Sou sonhadora, vivo sorrindo, cantarolando, sou otimista, tenho uma fé bem grande no meu Deus e espero ter um filho para amá-lo e educá-lo a minha maneira.
Lygia Fagundes Telles escreveu uma frase que me resume: “Já que é preciso aceitar a vida, que seja então corajosamente”. Sei que tenho limitações, sei que o mundo é visual, mas sei também que tenho que encarar tudo isso de frente.
Minha fotografia na sala de estar
Audiodescrição: Fotografia de uma sala de estar. A frente de uma janela, Natacha é vista de corpo inteiro. Ela tem a pele branca, é magra, cabelos loiros, compridos e lisos. Tem as sobrancelhas arqueadas e esboça um leve sorriso. Ela usa um vestido preto, acima do joelho, com alça e recorte nas mangas. Ela está de sandália de dedo de cor nude. Ao seu lado direito, tem uma estande com livros e um vaso de planta. Natacha toca levemente com a mão direita uma rede branca. Fim da Audiodescrição.
Audiodescrição: Aline Ribeiro
Consultoria: Natacha Ruback
https://www.facebook.com/natacha.ruback