sexta-feira, 11 de junho de 2021

Vestido de noiva

Junho é o mês em que se comemora o Dia dos Namorados (dia 12) e também o mês de Santo Antônio, que segundo a tradição é o santo casamenteiro (dia 13), sendo assim, é bastante comum a realização de cerimônias de casamento neste período entre maio e junho, maio que é considerado o mês das noivas e junho, o mês em que o amor está no ar.

Segundo a tradição, muitas mulheres com o sonho de se casar recorrem a Santo Antônio para que seu desejo aconteça, rituais como comer o pãozinho benzido dedicado a ele até colocá-lo de cabeça para baixo para conseguir o pretendente tão sonhado tá valendo ( mas nós aconselhamos a não fazerem isso, coitado do santo, risos).  

Ah, o mês de junho também é o mês das festas juninas, no qual se comemora o dia de São Pedro e São João. Tem até uma musiquinha de festa junina que diz assim: “Eu pedi numa oração ao querido São João que me desse um matrimônio, São João disse que não, isso é lá com Santo Antônio”, fazendo um trocadilho com os santos comemorados no mês e afirmando a fama do santo (Antônio) como casamenteiro. As festas juninas trazem bastante boas  recordações, muita fogueira, animação, comidas típicas, bandeirinhas, quadrilha e claro, o casamento na roça. Obs:  é sempre bom lembrar- NÃO SOLTEM BALÕES.

E é nesse clima de matrimônio, que resolvemos trazer para vocês a Audiodescrição deste lindo vestido de noiva, para quem já viveu a experiência da organização de uma cerimônia de casamento sabe o quanto é importante a escolha do vestido de noiva e indescritível a sensação de se ver vestida com ele, e para quem está organizando sua cerimônia, imaginamos a ansiedade que deve estar tomando conta neste momento principalmente quando vai se aproximando cada vez mais do tão sonhado dia.



Vestido de noiva Amor Eterno 14



Notas proêmeas: Vestido de Noiva da coleção Amor Eterno, ano 2014. Tamanho 38. Descrição: Modelo sereia cava americana, com cauda fixa. Renda francesa e aplicações de renda guipure. 


Audiodescrição: Fotografia. Ao ar livre, em luz do dia, um imóvel branco é visto de fundo, com árvores em seu redor.  Na frente dele, um gramado em verde claro. Em destaque, uma mulher de pele morena clara, alta, magra, cabelos castanhos claros, está vestida de noiva. Está de frente para a foto, seu rosto está levemente inclinado para o lado esquerdo.  Ela usa o cabelo em coque médio e tem um sorriso largo. Na mão esquerda, segura um buquê de rosas brancas e lilás. O vestido de noiva é branco, modelo frente única, com gola em V grossa no pescoço. O vestido é rendado na região do colo, com desenhos de flores brancas da gola até a cauda e bojo na região dos seios. Seu modelo é sereia no qual é fino e justo na região da cintura e quadril e vai alargando conforme vai descendo, formando um leve rodado na cauda.

 

Audiodescrição: Aline Ribeiro

Consultoria: Natacha Ruback 

sábado, 8 de maio de 2021

Homenagem a você, MÃE

Olá Empoderadas! 
Amanhã comemora-se o Dia das Mães e com toda certeza existem milhares de mães “maravilindas” espalhadas por esse Brasil, mulheres que batalham diariamente por um mundo melhor para seus filhos protegendo-os de todo mal. 

Como não dá para descrever todas estas mulheres, mães, e heroínas, contaremos a história da Empoderada Vanessa que será um forma de homenagear a todas estas mães, temos certeza de que você querida leitora em algum momento se verá na história desta mãe que vamos contar. 

Vanessa Rodrigues é  atriz, mãe, pedagoga e se considera uma mulher de muita fé.

Nasceu prematura ficando  bastante tempo na incubadora, o calor da incubadora porém foi tão forte que acabou queimando sua retina o que ocasionou na sua cegueira. 
O fato de ter ficado deficiente visual nunca foi limitação para que essa empoderada fosse em busca dos seus sonhos. 

Mesmo com sua deficiência, estudou, seu primeiro colégio foi o Instituto Benjamin
Constant (IBC), localizado no Rio de Janeiro,  instituição de referência na educação de alunos cegos onde entrou ainda bebê na estimulação precoce. Na adolescência  participou de muitas peças de teatro no IBC.

Porém, completou o Ensino Médio no Colégio Pedro II, unidade Realengo também no Rio de Janeiro. 

Vanessa sempre foi muito estudiosa e viu nos  estudos e na sua paixão pela leitura uma forma para se tornar uma profissional que pudesse fazer a diferença na vida das pessoas, sobretudo nos seus alunos que assim como ela possuem alguma deficiência. 
Cursou Pedagogia no CEDERJ e atualmente exerce sua função nos municípios de Niterói e São Gonçalo, nos quais é concursada. 

Nota-se que ela é mesmo uma mulher de garra, e mesmo com todas as dificuldades cotidianas que as pessoas com deficiência encontram, o fato de ser cega, não a impediu de realizar o seu maior sonho que foi o de ser mãe. Daniel e Tito são os príncipes que deixam sua vida mais doce e bonita. 

O momento atual que estamos vivendo só reforçou o quanto essa mulher é forte. Vanessa cuida da casa, cria seus filhos sozinha e ministra suas aulas online. 
Está sempre se reinventando, atualmente tem um canal no YouTube em que expressa seus sentimentos através da arte e da poesia junto com seus filhos,  o canal se chama Orvalho de Poesia (https://www.youtube.com/channel/UC_HSBonUTOfpiEGZrrhL12Q). Também tem um blog cujo o nome é: Dribles no olhar (http://driblesnoolhar.blogspot.com/?m=1). 

Certamente você se identificou um pouco com a história da Vanessa ou conhece muitas "Vanessas" espalhadas por aí. 

Se sentir no seu coração que deve partilhar sua história, deixe aqui registrado nos comentários, será um prazer conhecer um pouquinho mais sobre você! 

Desejamos a todas as mamães que nos acompanham no blog ou que estão nos conhecendo agora, um Feliz Dia das Mães, não seríamos nada  nesse mundo sem vocês, nossas heroínas de todas as horas! 

Sintam-se abraçadas de onde estiverem! 

Aline e Natacha 

Fotografia de Vanessa e seus príncipes Daniel e Tito



Audiodescrição: Fotografia. Na frente de uma parede com azulejos brancos e alguns vasos de plantas está Vanessa e seus dois filhos. Daniel é seu filho mais velho, ele é o que faz a selfie. Daniel tem a pele morena, cabelos castanhos, usa um corte de cabelo baixo. Tem as sobrancelhas grossas, olhos um pouco puxados castanhos escuros, nariz grosso e está com um sorriso expressivo, tem os lábios delineados e usa camisa azul caneta. Ao seu lado está Vanessa, ela tem a pele branca, cabelos pretos lisos e brilhosos, tem a sobrancelha grossa com leve delineado, seus olhos são castanhos escuros e levemente puxados, tem o nariz grosso, lábios delineados e carnudos, está de batom vermelho e também sorri. Está com seu filho menor Tito no colo, ele tem a pele morena, cabelos castanhos de corte baixo, sobrancelha grossa, olhos castanhos escuros levemente puxados, também tem o nariz grosso e sorri expressivamente, usa camisa azul caneta com estampa na frente. Ao lado de Vanessa  e de seu filho caçula vê-se um girassol dentro de um vaso preto.

Audiodescrição: Aline Ribeiro
Consultoria: Natacha Ruback

sábado, 10 de abril de 2021

Abril- mês de conscientização do Autismo

O Transtorno do Espectro Autista – TEA é caracterizado pelo prejuízo em duas importantes áreas do desenvolvimento humano: a comunicação e o comportamento.

Por ser algo tão abrangente, utiliza-se o termo "espectro”, uma vez que pessoas que estão dentro deste espectro, podem apresentar diversos níveis de comprometimento, diferentes uma das outras.

No entanto, engana-se que ao receber o diagnóstico de autismo, a vida dessa pessoa só será repleta de dificuldades e prejuízos.

Pessoas autistas são capazes e podem fazer o que quiserem, até porque uma das características do TEA é que os indivíduos apresentam áreas de interesses restritas o que faz com que se saiam muito bem em determinada área por se dedicarem ao extremo sobre o que lhes interessa, como é o caso da empoderada Jéssica Maria, uma artista plástica , atua como Diretora de Artes do grupo Amor Circular, um grupo de apoio a mulheres através da arte que fica em sua cidade Jacaraú, em João Pessoa- PB.

Jéssica conta que a arte é uma extensão de como ela vê o mundo que a cerca. Também se sente muito inspirada com as cores e os traços da natureza, e ela coloca tudo que vê e sente em suas obras.

Jéssica tem seu hiperfoco ( que é a forma intensa de se concentrar em algo de seu interesse) em História, ama ler e explorar coisas novas sobre o mundo que a cerca. A arte é sua segunda área de interesse restrito que como podemos perceber, ela é bem dedicada e seus desenhos são verdadeiras obras- primas.

No ano de 2007, a Organização das Nações Unidas – ONU definiu que o dia 02 de abril seria o Dia Mundial de Conscientização do Autismo. Datas como esta são de extrema importância para chamar a atenção da mídia e da sociedade para discutir políticas públicas para os autistas.

Como estamos no mês de abril resolvemos contar a história da Jéssica, uma jovem talentosa e empoderada, que ajuda outras mulheres. Apesar da incidência ser maior no gênero masculino, o autismo também pode ser identificado no gênero feminino e como no caso da Jéssica, habilidades sejam elas artísticas ou não, podem ser identificadas e estimuladas.


Jéssica Maria com suas obras de arte
Perfil no Instagram: @ @Jessyeblue

Audiodescrição: Fotografia. Em uma parede de fundo rosa claro, está pendurado um quadro com uma obra de arte. A obra tem o fundo azul-claro com detalhes brancos, no qual tem o desenho de três borboletas nas cores: rosa, verde e azul. Abaixo, veem-se duas telas com desenhos de flores. Jéssica aparece ao lado das telas. Ela é vista da cabeça até o tronco. Ela tem a pele clara, cabelos castanhos claros, com mexas loiras, usa uma faixa azul com bolinhas brancas nos cabelos. Seus cabelos são lisos, na altura dos ombros e tem franja. Jéssica tem os olhos um pouco puxados, na cor castanho claro, nariz grosso, rosto arredondado e lábios delineados e volumosos. Ela esboça um leve sorriso. Usa camisa azul com estampa branca combinando com a faixa dos cabelos. Está com os braços cruzados sobre a mesa de cor branca, na mesa está desenhada uma obra de arte colorida. Fim da Audiodescrição.

Audiodescrição: Aline Ribeiro
Consultoria: Natacha Ruback


sábado, 3 de abril de 2021

Feliz Páscoa!

 Evangelho: Jo 20,1-9
“No primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao túmulo de Jesus, bem de madrugada, quando ainda estava escuro, e viu que a pedra tinha sido retirada do túmulo.
Então ela saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: ‘ “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram” '.
Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou.
Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte.
Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou.
De fato, eles ainda não tinham compreendido a Escritura, segundo a qual ele devia ressuscitar dos mortos”. 



Notas proêmias: A páscoa traz para nós um momento de reflexão. Quem é cristão acredita que Jesus Cristo, veio ao mundo para nos salvar dos nossos pecados. Em sua forma humana, teve uma família- a Sagrada Família, foi tentado no deserto, fez amigos, sentiu a dor de perder uma pessoa querida quando seu amigo Lázaro partiu, ensinou as multidões, realizou inúmeros milagres, perdoou os pecadores, teve compaixão dos mais necessitados, foi traído, julgado sem ter julgado ninguém , pelo contrário, acolheu a todos que o procuraram e quiseram estar com ele, foi humilhado, maltratado, mesmo sem ter feito mal nenhum, morreu na cruz por todos nós e VENCEU A MORTE.

Como o nosso blog é voltado para o empoderamento feminino, no qual costumamos trazer figuras femininas que fizeram história para servir de inspiração as demais empoderadas, e, aproveitando o período da solenidade pascal, trouxemos a figura de uma mulher que foi citada no evangelho deste domingo de Páscoa: Maria Madalena. Segundo relatos das sagradas escrituras, Maria Madalena foi uma pecadora e depois de conhecer Jesus, se arrependeu tornando-se sua discípula. Sofreu muito com sua morte, no entanto, no terceiro dia ela constata que Cristo não está mais no túmulo, pois ressuscitou e ela teve como missão anunciar a boa nova aos demais. 
Desejamos a todos os nossos leitores, uma Feliz Páscoa! 
Aline e Natacha

                                                                        Maria Madalena visita o túmulo de Jesus

                       https://deusbibliaepoesia.wordpress.com/2020/04/12/maria-madalena-perante-o-tumulo-de-cristo/ Acesso em 03 de abril de 2021. 

Audiodescrição: Ilustração do momento da descoberta da ressurreição. É dia. Jesus Cristo está de costas, é visto do braço até os pés. Ele está de túnica branca e sandália marrom. Ele olha em direção a Maria Madalena que também é vista de costas, ela usa véu branco e túnica azul escura. Está na porta do sepulcro. A porta está aberta. A pedra está  do lado de fora da porta. O sepulcro é feito de pedra com plantas ao redor e no chão.

Audiodescrição: Aline Ribeiro

Consultoria: Natacha Ruback



sábado, 27 de março de 2021

Nycolle- 1 ano e 5 meses

Esta simpática e sorridente bebê é a Nycolle. Ela tem 1 ano e 5 meses,  seus pais são deficientes visuais. A Nycolle porém, não nasceu com o impedimento visual.

Sua mãe, Alaine Marques é cega, porém, a ausência da visão nunca a impediu de ir em busca dos seus sonhos  de construir uma família, ser mãe, correndo sempre atrás dos seus ideais,  sem perder a fé em Deus.  Alaine é natural do Rio de Janeiro, é atleta de Goalball, e já garantiu passagem na seleção brasileira. É estudante de Serviço Social.  Atualmente, mudou-se com sua família para São Paulo em busca de melhores condições no esporte como oportunidade de participar de mais campeonatos,  patrocínio, etc. 

Bruno Fernando é  o pai da Nycolle, marido, companheiro e incentivador de Alaine a nunca desistir dos seus objetivos. Bruno tem baixa visão. 

Histórias como esta nos ensinam que,  apesar de todas as dificuldades encontradas no caminho, podemos realizar os nossos sonhos e que podemos sim, ter uma linda história para contar!

Não há nenhum impedimento de que pessoas com deficiência visual possam gerar filhos e criá-los mesmo em um mundo completamente visual, crianças como a Nycolle crescerão sabendo que é possível  conviver com as diferenças. 

E você, gostou de conhecer a Nycolle e saber de sua trajetória familiar?  Gostaria de ter sua história ou de alguém que você ama e admira aqui no blog? Caso queira, deixe registrado aqui nos comentários que faremos contato. 


Nycolle- 1 ano e 5 meses

Audiodescrição: Fotografia da bebê Nicole no colo de sua mãe. Nicole é vista de corpo inteiro. Ela tem a pele branca, cabelos castanhos escuros, suas sobrancelhas são grossas, tem os olhos castanhos escuros e seu nariz é grosso. A bebê está de boca aberta e sorri expressivamente. Ela usa vestido branco com vermelho da personagem da Disney-  Minnie. Está com as duas mãos fechadas, a mão direita está apoiada no colo de sua mãe. Ela usa fralda por debaixo do vestido. Suas coxas são grossas. Fim da Audiodescrição. 


Audiodescrição: Aline Ribeiro

Consultoria: Natacha Ruback




segunda-feira, 22 de março de 2021

21 de março- Dia Internacional da Síndrome de Down

A Síndrome de Down é uma modificação genética causada por uma alteração na divisão celular no momento da concepção. Pessoas com a Síndrome em vez de possuírem um par no cromossomo 21, possuem três exemplares (o que é chamado de trissomia 21). Sendo assim, totalizam 47 cromossomos e não 46.

A Síndrome de Down não é uma doença, portanto não impede a aprendizagem e muito menos que crianças, adolescentes e adultos, desenvolvam suas habilidades físicas, intelectuais e artísticas.

Esta é a Julya Coelho, ela mora no município de Niterói- RJ, é vascaína e atualmente está com 24 anos.

Assim como qualquer criança e adolescente, frequentou a escola regular, mas sua escola favorita é a de samba, Unidos do Viradouro, pela qual já desfila há alguns anos e ano passado fez parte do sucesso da campeã do grupo especial do Rio de Janeiro.

Julya é a pessoa pacificadora do seu grupo de amigos, centrada, calma e ao mesmo tempo sempre animada. Ela não só tem muitos amigos, como tem um considerado o melhor, que é o seu namorado. Com quem passeia, assiste programas favoritos e aproveitam a vida da melhor forma possível.
Podemos dizer que a Julya não anda e sim, desfila, além de ser uma excelente dançarina. Ela não só memoriza bem os passos, mas expressa toda a sua alegria através da sua dança.

Baseando- se na história da Julya e de tantas outras histórias inspiradoras sobre o fato de se uma pessoas com Síndrome de Down pode levar uma vida normal, a resposta é sim e não. Sim, poderão ter uma vida normal. Mas não, porque poderão ter uma vida fantástica e realizar tantas outras coisas que pessoas que não tem deficiência, não realizaram.


Julya Coelho- Unidos do Viradouro

Audiodescrição: Fotografia em que aparecem pessoas ao fundo. Na foto, percebem-se duas passistas de perfil, uma veste roupa branca e a outra, roupa vermelha. Em destaque está Julya. Ela é vista da cabeça até cintura. Tem a pele branca, é magra, está de perfil na foto. Usa boné da Escola de Samba, Unidos do Viradouro, nas cores vermelha e branca. Tem cabelos castanhos escuros, lisos, na altura dos ombros. Suas orelhas pequenas, suas sobrancelhas arqueadas, tem olhos castanhos, amendoados, nariz pequeno e achatado, seus lábios são finos. Julya está com o olhar direcionado para a sua frente e está sorrindo. Usa camisa da escola de samba Unidos do Viradouro nas cores vermelha e branca. Está com a mão esquerda levemente levantada, até a altura da cintura, com as unhas pintadas de vermelho. A mão direita está abaixada. Ela usa short jeans escuro. Fim da Audiodescrição. Audiodescrição: Aline Ribeiro Consultoria: Natacha Ruback


quinta-feira, 11 de março de 2021

Encarando a vida corajosamente com Natacha Ruback

Olá, empoderadas! 

Eu Natacha Ruback, uma das idealizadoras do blog,  vim contar mais um pouquinho da minha história para que possa servir de estímulo e incentivo, sobretudo no mês de março que também é considerado o mês da mulher. 

Tenho formação em Direito e estou graduando em Letras - Português/Literaturas na Universidade Veiga de Almeida, na modalidade EAD. Ainda tenho algumas dificuldades no que se refere ao ensino devido a falta de inclusão, acredito que as instituições  de ensino ainda não estejam preparadas para receber alunos com deficiência.  

Uma das minhas paixões é o esporte, amo correr e sou apaixonada por  uma modalidade de esporte chamada goalball, que é um esporte desenvolvido exclusivamente para pessoas com deficiência visual. A quadra tem as mesmas dimensões das de vôlei (9m de largura por 18m de comprimento). As partidas são realizadas em dois tempos de 12 minutos, com 3 minutos de intervalo. Cada equipe conta com três jogadores titulares e três reservas. De cada lado da quadra, há um gol com 9m de largura e 1,30m de altura. Os atletas são, ao mesmo tempo, arremessadores e defensores. O arremesso deve ser rasteiro ou tocar pelo menos uma vez nas áreas obrigatórias. O objetivo é balançar a rede adversária. A bola tem um guizo em seu interior para que os jogadores saibam sua direção. O goalball é um esporte baseado nas percepções tátil e auditiva, por isso não pode haver barulho no ginásio durante a partida, exceto no momento entre o gol e o reinício do jogo e nas paradas oficiais. A bola tem 76 cm de diâmetro e pesa 1,25 kg.

Sonho com um mundo mais justo,   com mais possibilidades para as mulheres. Pretendo um dia ministrar aulas para a Educação Especial. Atualmente sou agente educadora na Escola Municipal Vital Brasil, no Rio de Janeiro. 

Sinto a necessidade de ser agente de mudança no meio educacional. Sou pessoa com deficiência visual e percebo que a inclusão não existe de fato. Precisamos ter mais pessoas com deficiência para falar de nossas reais necessidades.

Sou sonhadora, vivo sorrindo, cantarolando, sou otimista, tenho uma fé bem grande no meu Deus e espero ter um filho para amá-lo e educá-lo a minha maneira.

Lygia Fagundes Telles escreveu uma frase que me resume: “Já que é preciso aceitar a vida, que seja então corajosamente”. Sei que tenho limitações, sei que o mundo é visual, mas sei também que tenho que encarar tudo isso de frente.

Minha fotografia na sala de estar 


Audiodescrição: Fotografia de uma sala de estar. A frente de uma janela, Natacha é vista de corpo inteiro. Ela tem a pele branca, é magra, cabelos loiros, compridos e lisos. Tem as sobrancelhas arqueadas e esboça um leve sorriso. Ela usa um vestido preto, acima do joelho, com alça e recorte nas mangas. Ela está de sandália de dedo de cor nude.  Ao seu lado direito, tem uma estande com livros e um vaso  de planta. Natacha  toca levemente com a mão direita uma rede branca. Fim da Audiodescrição.


Audiodescrição: Aline Ribeiro
Consultoria: Natacha Ruback
https://www.facebook.com/natacha.ruback